Meu nome é Eduardo Bianchi. Tenho 50 anos de idade, sou solteiro, nunca me casei, não tenho filhos, sempre morei com minha família e nunca tive a experiência de morar sozinho, com parentes ou com amigos. Moro na cidade de São Paulo - SP, Brasil, e nunca morei em outro lugar. Nunca viajei para o exterior. 

A vida neste mundo é complicada e para mim não foi diferente. Não me arrependo de nada do que fiz até hoje, pelo contrário, faria tudo de novo. Para mim nós devemos mostrar nesta vida para que vivemos e justificar nosso modo de vida para que esta vida tenha valor. Se vivermos uma vida rotineira, normal, dentro das expectativas, dentro do certo somente, sem emoção, a vida acaba perdendo a graça pois não nos destacamos em nada. Eu nunca quis ser normal, sempre quis me destacar dos outros, sempre quis ser diferente e já nasci com essa tendência.

Toda a minha vida foi dedicada ao estudo e ao trabalho. Sempre tive muita disposição nestes sentidos. Creio que uma pessoa que não estuda hoje é simplesmente porque não quer. A internet hoje em dia está aberta a todos e os cursos online são de grande quantidade. A gama de informações da internet deixa qualquer um que queira muito bem informado. Eu pesquiso constantemente assuntos na internet e gosto de estar sempre atualizado com as notícias de meu país e do mundo através da grande quantidade de sites de notícias.

Nasci na cidade de São Paulo - SP, Brasil no dia 01 de julho de 1966. Sou o filho mais novo de meus pais.

Antes de mim, meus pais tiveram dois filhos que nasceram saudáveis, sem nenhum problema de saúde. Eu era para nascer saudável também, mas um imprevisto aconteceu na hora de meu nascimento. Faltou oxigênio no meu cérebro e isso causou uma paralisia cerebral do lado esquerdo de meu corpo. Começava aí uma vida repleta de complicações pra mim.

Como todos sabem, a paralisia cerebral é uma doença grave e que exige cuidados imediatos. É uma doença que pode afetar outras partes do cérebro e que limita a pessoa afetada de forma muito severa.

O meu tratamento começou aos seis meses de idade com fisioterapias. Logo minha vida desde bem cedo já começou toda voltada a tratamentos médicos. Mas isso era só o princípio do que seria uma vida muito atribulada.

Muitas idas a hospitais fizeram com que minha infância fosse seriamente afetada. Muita correria, muitas preocupações.

E os anos se passaram até 1972 quando finalmente depois de tantos tratamentos médicos eu fiz duas cirurgias para amenizar a paralisia cerebral. Depois de mais algum tempo mais fisioterapias. E foi nessa correria a hospitais que eu comecei a estudar em 1974. Estudei direto até 1985 quando terminei o ensino médio. Só lembrando que cursei todo o ensino fundamental e todo o ensino médio em escolas feitas para crianças e adolescentes normais, sem nenhuma anormalidade física.

Neste meio de tempo me envolvi religiosamente com a religião Testemunhas de Jeová. Um envolvimento que não deu certo desde o seu princípio pois esta religião começou a me impor uma série de limitações em minha vida. Com uma doutrina estranha que ia desde não comemorar aniversário de nascimento, nem comemorar o natal e o ano novo até que Jesus não é Deus e que Jesus Cristo não morreu em uma cruz e de não aceitarem transfusões de sangue mesmo em uma situação extrema de vida ou morte do paciente, essa denominação religiosa me fez mudar quase que toda a minha rotina e me fazer acreditar em coisas absurdas e irreais. 
Mas houve uma imposição das Testemunhas de Jeová que me fez abandonar todas as minhas amizades e se virar até contra a minha família: A ordem dos membros dessa religião foi que eu deveria obedecer somente a esta religião por ela ser a única religião verdadeira e quem não pertencia às Testemunha de Jeová era "mundano" e não merecia credibilidade nenhuma.

Eu, estranhamente, obedeci a esta religião cegamente em tudo e me tornei escravo dela definitivamente e que terminou com a minha saída desta religião no ano de 1989 de forma bem desagradável.
Mas, qual foi a forma desagradável pela qual eu abandonei completamente as Testemunhas de Jeová? Garanto que a saída dessa religião foi a pior coisa que eu já passei em minha vida pois eu sinto os seus efeitos até hoje, 27 anos depois.
Bem, devido às pressões mentais e emocionais que esta religião me impôs eu comecei a ficar abalado demais porque a minha mudança como pessoa havia sido completa. Eu passei a viver totalmente para as Testemunhas de Jeová e eu era apoiado por elas a continuar dando tudo de mim para Deus.
Foi quando em meio a todo aquele estresse mental e emocional eu comecei comigo mesmo a questionar a veracidade das doutrinas das Testemunhas de Jeová e comecei a abrir os meus olhos para muitos erros doutrinais e comportamentais de membros dessa denominação religiosa. Daí para frente eu já olhava aquela religião e seus membros com muita desconfiança. Até que comecei questionar os seus líderes sobre vários pontos que eu achava errado dentro dessa religião. Esses líderes religiosos ao invés de dialogar comigo começaram a demonstrar raiva pela minha posição. Como dentro das Testemunhas de Jeová é proibido discordar de qualquer coisa referente a essa religião, os líderes deles começaram a me ignorar e isso foi me criando uma repulsa enorme daquela atitude daqueles líderes religiosos. Foi quando se formou uma situação insustentável entre eu e as Testemunhas de Jeová. Foi quando chegou o dia 17 de abril de 1987 e eu, os membros e alguns líderes religiosos dessa religião estávamos de manhã em uma determinada região para pregar a Bíblia de casa em casa. Naquela manhã eu já não tinha saído bem de casa mental e emocionalmente devido à toda pressão das Testemunhas de Jeová em cima de mim. Ao chegarmos ao local de pregação da Bíblia de repente me veio um acesso de raiva e, na rua eu comecei a xingar as Testemunhas de Jeová ali presentes e começou ali mesmo um grande desentendimento entre eu e principalmente entre os líderes religiosos. Os líderes dessa religião promíscua me disseram que eu tinha que voltar para minha casa pois eu não estava bem. À força, dois líderes Testemunhas de Jeová me puseram dentro do carro de um deles e me trouxeram até minha casa.
Chegando em minha casa, esses líderes religiosos das Testemunhas de Jeová disseram para meus pais que eu não estava mentalmente bem e convenceram meu pai e minha mãe a ir até um pronto socorro de um hospital. O hospital escolhido por eles foi o Hospital São Paulo (Escola Paulista de Medicina) que pertencia a UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo) que se localizava na cidade de São Paulo - SP, Brasil. Foram comigo a este hospital meu pai, minha mãe e os dois líderes religiosos Testemunhas de Jeová. Ao chegarmos a este hospital me encaminharam ao seu pronto socorro psiquiátrico e um casal de médicos psiquiatras residentes depois de uns quinze minutos de conversa comigo chegaram a conclusão de que eu possuía Psicose Maníaco Depressiva misturada com Esquizofrenia. Nessa hora fiquei extremamente irritado com este diagnóstico psiquiátrico pois eu sabia que esta conclusão daqueles psiquiatras residentes estava totalmente errada pois eu não estava com doença mental nenhuma e estava sim muito revoltado com os membros de minha religião (aliás com toda a razão). Me aplicaram uma injeção de haloperidol 5 mg. e receitaram este medicamento em comprimidos para que eu desse início ao tratamento psiquiátrico.
Esse diagnóstico psiquiátrico o qual a culpa foi principalmente das Testemunhas de Jeová, caiu como uma bomba em cima de minha cabeça.
A partir daquele dia, 17 de abril de 1987, eu passei a ter duas frentes com que lutar contra: As Testemunhas de Jeová e a Psiquiatria.
Até hoje ainda luto para provar que nunca tive doença mental nenhuma e quanto às Testemunhas de Jeová eu abandonei por completo esta religião no dia 11 de novembro de 1989 e nunca mais até hoje tive mais qualquer tipo de contato com essa religião.
O que me deixou naquela época bem impressionado é que, em 1987, onde toda a confusão se estabeleceu entre eu e as Testemunhas de Jeová, os membros daquela religião não me ofereceram ajuda nenhuma para eu atravessar aquele momento difícil com o diagnóstico psiquiátrico. Pelo contrário, passaram a me tratar com indiferença, preconceito e discriminação.
Até o dia 17 de abril de 1987 eu tinha várias responsabilidades dentro da congregação (igreja) a qual eu pertencia como Testemunha de Jeová. E além dessas responsabilidades eu trabalhava por tempo integral na pregação da Bíblia de casa em casa. Tudo isso eu sempre fiz de forma gratuita, sem remuneração nenhuma. Eu é que arcava com os gastos financeiros para permanecer nesses trabalhos religiosos.
Depois do ocorrido com o meu diagnóstico psiquiátrico, os lideres religiosos das Testemunhas de Jeová tiraram de mim todas as responsabilidades religiosas que eu possuía e também me cortaram da pregação da Bíblia por tempo integral. E fizeram isso sem darem nenhuma explicação para mim que era a principal pessoa prejudicada.
Depois que tudo isso ocorreu eu ainda continuei a frequentar o salão do reino (igreja) das Testemunhas de Jeová. Mas todo o clima amistoso entre eu e os membros dessa falsa religião havia acabado e eu só continuava como membro devido ao fato de tentar continuar a ser fiél ao deus das Testemunhas de Jeová. Mas a minha relação com os demais membros dessa seita começou a ficar cada vez pior. Vários meses se passaram e essa situação religiosa entre eu e as Testemunhas de Jeová já estava praticamente insuportável. Minha família dentro da minha casa não via a hora de acontecer algo definitivo que me desligasse totalmente daquela religião.
Até dezembro de 1988 eu ainda frequentava o salão de reino com certa regularidade apesar do ambiente insuportável que eu enfrentava dentro desse lugar. Mas em janeiro de 1989 eu decidi parar de fazer papel de palhaço e decidi abandonar de vez tudo que tinha a ver com a falsa religião Testemunhas de Jeová. Comecei jogando no lixo as centenas de livros e revistas que eu possuía arquivados em minha casa. Fiz isso também com as bíblias das Testemunhas de Jeová. Joguei tudo no lixo literalmente. A segunda providência minha foi parar de ir às reuniões no salão do reino. Simplesmente sumi da convivência religiosa com os membros daquela seita religiosa. Com essas providências tomadas por mim, os líderes religiosos das Testemunhas de Jeová redigiram um documento para que eu assinasse. Tratava-se de um documento onde eu declarava, datava e assinava a minha desistência em ser uma Testemunha de Jeová. Eu assinei esse documento prontamente, sem pensar e certo do que estava fazendo. Isso ocorreu no dia 11 de novembro de 1989 e, desde então, até hoje eu não tive nunca mais nenhum contato com a religião Testemunhas de Jeová e eu dou graças a Deus por essa minha atitude que já tem praticamente 27 para 28 anos. Fiquei livre do inferno e do tormento de fogo que é ser uma Testemunha de Jeová.
A verdade em toda essa história é que eu nunca tive doença mental nenhuma. Foi tudo um jogo sujo dos líderes das Testemunhas de Jeová que com a principal colaboração dos psiquiatras inventaram propositalmente uma doença mental aguda em mim para calarem a minha boca que denunciava as Testemunhas de Jeová , seus líderes e seus membros de farsantes e enganadores da boa fé das pessoas em geral e de mim mesmo obviamente.
São por todos esses motivos que, após eu abandonar definitivamente as Testemunhas de Jeová, eu não quis mais saber de me associar a religião alguma. E até hoje, apesar dos esforços de algumas pessoas de algumas religiões para que eu voltasse a frequentar uma igreja, eu não aceitei mais religião alguma e passei a crer em Deus da minha maneira, independente.
As Testemunhas de Jeová estavam fora da minha vida a partir do dia 11 de novembro de 1989, mas deixaram um legado miserável para mim: A psiquiatria. Eu nunca acreditei na psiquiatria ou em psiquiatras mas as Testemunhas de Jeová e os psiquiatras convenceram minha família de que eu precisava de tratamento psiquiátrico urgente e minha família acreditou nesses grupos de mentirosos e invejosos do meu potencial como pessoa e me obrigaram a começar tomar remédios psiquiátricos contra a minha vontade a partir do dia 17 de abril de 1987. Eu neguei isso prontamente e se criou entre eu e minha família um ambiente hostil.
De 1987 à 1999 eu me neguei a me sujeitar a tratamento psiquiátrico e a ingerir as medicações psiquiátricas e isso ia contra a vontade de minha família. E essa minha atitude criou uma verdadeira guerra dentro da minha casa. Foram anos de tormento e de pressão e os psiquiatras pouco estavam ligando para essa situação. Essa situação foi prejudicando mais e mais a minha saúde e eu não tinha sossego. Brigas e mais brigas com minha família, um verdadeiro caos. Eu discordava totalmente do diagnóstico psiquiátrico feito em 1987 e também discordava da necessidade de eu tomar remédios psiquiátricos como discordo de tudo isso até hoje. Tentei dialogar com psiquiatras a respeito do meu diagnóstico mas essa classe médica sempre se negou a discutir esse assunto comigo e essa atitude foi criando em mim uma repulsa muito grande da psiquiatria. Na minha opinião naquela época e até a atualidade a psiquiatria deveria ser extinta como ciência. Nunca a psiquiatria me ajudou em alguma coisa e sim somente criou transtornos à minha vida.
Como qualquer pessoa bem informada hoje em dia sabe, a psiquiatria tem um histórico de péssimo atendimento e tratamento das pessoas necessitadas de seus cuidados médicos. As medicações psiquiátricas são de efeito duvidoso pois na maioria dos casos apenas dopam as pessoas e não tratam nada. Os conceitos de normalidade para as pessoas por parte da psiquiatria são sem sentido e ultrapassados. E quanto às suas medicações, se usadas por um longo tempo, trazem prejuízos irreparáveis à saúde, principalmente à saúde cardíaca.
Esta é a psiquiatria e estas são as Testemunhas de Jeová.

 

Observação do autor: Este relato está em construção. Em breve mais novidades sobre esta história serão reveladas.

 

 

 

 

 


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